AMOR DE PIT BULL
Por Rita Venturato
Os Pit Bulls, que são muito conhecidos como feras, tornam-se, a cada dia, mais populares e desejados. Isso se deve à divulgação, mesmo que negativa, dos meios de comunicação, que fizeram da raça um animal sedutor.
Os criadores se identificaram com o Pit Bull, não somente para usá-lo como defesa da violência, atual realidade da sociedade brasileira, mas também como companheiro leal que ao mesmo tempo simboliza coragem e poder.
Dócil, esperto e amigo. Assim a família Ávila qualifica Zeus, o Pit Bull de estimação. Com dois anos de idade, Zeus é considerado um membro da família e recebe amor e carinho de todos.Carol Ávila, dona de Zeus, conta que já teve todos os tipos de raças de cães, mas o Pit Bull é a que ela e sua família mais se identificaram. “Ele é tão obediente que chega a ser bobo. É o melhor amigo do meu sobrinho”, afirma Carol.
Ao contrário de Carol e de muitos criadores que amam e educam os Pit Bulls, há pessoas que usam esses animais como instrumento de destruição. Eles aproveitam dos quesitos de determinação e resistência da raça e aperfeiçoam suas habilidades para o mal.
Para desenvolver a agressividade nos Pit Bulls, os criadores alimentam-nos com sangue de galinha e os deixam em salas escuras, por muitos dias, oferecendo-os cães vira-latas para serem sacrificados, entre outras atrocidades. Este tratamento é dado aos Pit Bulls que são usados para competir em rinhas, proibidas por lei. Esses cães, quando mantidos em cativeiro, passam a desenvolver um temperamento agressivo, Tornando-se uma ameaça á sociedade.
A real face do Pit Bull é de um cão equilibrado, companheiro e obediente. Muitas vezes ele é usado em esportes, resgates e terapias. Mas algumas atitudes são peculiares à raça, que necessita de atividades e estímulos para o seu desenvolvimento. Por isso, a maneira em que o Pit Bull é criado, muitas vezes responde por suas atitudes positivas ou negativas. “Não tem cão mais carinhoso e amigo. O Zeus é um presente dos deuses”, brinca Carol.
Zeus, como muitos outros cães da mesma raça, é domesticado, vive em harmonia com seu dono e não apresenta perigo ás pessoas que convive. Carol compara os criadores que maltratam os Pit Bulls á animais selvagens. “Eu acho um absurdo o que falam dos Pit Bulls, tem que falar mal e mandar adestrar os donos, isso sim”. Ela defende a lealdade do cão, quando criado com amor. “Zeus é a coisa mais doce que já existiu em minha vida”, confessa.
Lei Anti-Pit Bull
Há um projeto de lei Federal (lei 4.448/98) que proíbe importar, vender e criar Pit Bull puro ou mestiço no Brasil. Portanto, para criar um Pit Bull, o cão deve ser registrado anualmente, cadastrado após seis meses e vacinado contra hidrofobia.Em ambiente público, o cão, acompanhado por um guia, deve usar focinheira, enforcador e placa de identificação.A moradia do Pit Bull não pode ser inferior a 500 metros quadrados, devendo ser cercada por muro de pelo menos dois metros de altura.O Pit Bull que é mantido em desacordo com a lei poderá ser apreendido ou sacrificado.
Padrão Pit Bull
A força, aparentemente, é superior á sua altura. A cabeça do Pit Bull tem o formato retangular, o crânio é achatado e largo entre as orelhas. O pescoço é grosso. O focinho é profundo e as orelhas altas. Os lábios são secos e os dentes superiores se encaixam aos inferiores. Os olhos são separados e arredondados, podendo variar suas cores. O peito é profundo chegando aos cotovelos e o antepeito é estufado. O tronco é forte e os ombros carregados. As coxas são longas, fortes e os pés muito resistentes. A cauda é grossa no início e fina na ponta. O pêlo é curto e aderente á pele.







